Les Souffles

•Setembro 10, 2008 • Comments Off

hemba.jpg

Ceux qui sont morts ne sont jamais partis :
Ils sont dans l’Ombre qui s’éclaire
Et dans l’ombre qui s’épaissit.
Les Morts ne sont pas sous la Terre :
Ils sont dans l’Arbre qui frémit,
Ils sont dans le Bois qui gémit,
Ils sont dans l’Eau qui coule,
Ils sont dans l’Eau qui dort,
Ils sont dans la Case, ils sont dans la Foule :
Les Morts ne sont pas morts.

(…)

Birago Diop

Imagem: estatueta Hemba

Representações ou Alegorias da África (XXI)

•Setembro 9, 2008 • Comments Off

In and Out of Focus: Images From Central Africa, 1885-1960,” at the National Museum of African Art

PHOTOGRAPHY REVIEW; Scenes of Colonial Africa With Racist Overtones, The New York Times, by Holland Cotter

Imagem: Traveling in a hammock, Belgian Congo
Photograph taken or provided by Émile Gorlia (1887-1966), c. 1912

É dreda ser angolano

•Setembro 8, 2008 • Comments Off

MPLA vence as eleições legislativas em Angola. É verdade.

Já agora, para quem não conheça, Hip Hop Angola e Moçambique – Projecto de intercâmbio cultural, um projecto interessante a visitar.

A Filosofia Africana – Aproximações III

•Setembro 7, 2008 • Comments Off

Possui a editora L’Harmattan (Paris) um espólio de livros – e de revistas e material audiovisual – dedicados a África riquíssimo (32,83%, segundo números da própria casa) nos mais variados domínios, e filiais em vários países africanos e na Europa. Nesta, a filial italiana (mas com textos, em muitos casos, redigidos em português) tem variados livros dedicados aos denominados PALOPes; mais importante ainda, os seus autores, em diversos campos científicos, publicam aquilo que, devido à particularidade da  editora, de outro modo ficaria circunscrito ao universo das faculdades, a publicações especializadas conhecidas apenas de alguns, ou ainda na gaveta. 

Entre as suas colecções, destaca-se uma com o título de «Lusitanica» (título infeliz e a ocultar algum bom pensamento e reflexão) dirigida por Luca Bussotti e o Professor e Filósofo Severino Ngoenha. É dele que cito, nesta série, um excerto de O pós-colonialismo na África Lusófona-O Moçambique Contemporâneo (pp. 12-13):

«[...] devemo-nos precaver das ideologias hegemónicas reemergentes, devemos também estar atentos às ideologias das “mãos limpas” e das nostalgias românticas – já denunciadas por Wole Soyinka no romance “Os Intérpretes” – que levam certos filósofos e historiadores africanos a fecharem-se numa análise afro-purista ou inocentista da história. A história deve levar os conceitos puros a se incarnarem na complexidade das diferentes experiências. Neste sentido, a filosofia, a partir de uma real adesão ao concreto, faz corpo com um devir histórico e incentiva as avaliações dos engajamentos éticos e existenciais. [...]

Ora, se pensarmos que a filosofia como discurso crítico emerge em África só na década de setenta, enquanto a busca da liberdade nas suas diferentes formas – pela emancipação da escravatura, pela integração social dos negros nos países ditos do novo mundo, pela auto-determinação política e pelo desenvolvimento económico e social – datam do encontro e das relações assimétricas que se estabeleceram com o mundo ocidental,  então pode parecer que exista uma discrepância histórico-cronológica entre a busca da liberdade e a sua conceptualização filosófica. Digo parece, porque se olharmos de perto para a filosofia africana crítica, como ela emerge no pensamento de Eboussi Boulaga, Marcien Towa, Paulin Hountondji damo-nos imediatamente conta que ela foi precedida e de certa maneira condicionada nas suas primeiras orientações pelo movimento literário-cultural da negritude, que aliás Marcien Towa identifica com a etnofilosofia. Por sua vez, o movimento da negritude depende da viragem de perspectiva que se operou na antropologia dos anos trinta – quanto ao estatuto das culturas africanas – mas sobretudo da influência que os escritores do movimento do Harlem Rennaissance exerceram sobre a geração dos Senghores, Cezaires e Damas.»

Imagem: Kara Walker, Authenticating the Artifact, 2007

Subsídios para uma história de Angola – XVII

•Setembro 2, 2008 • Comments Off

Imagem: as etnias de Angola

A Filosofia Africana – Aproximações II

•Setembro 2, 2008 • Comments Off

«Há muito para contar»

•Agosto 30, 2008 • Comments Off

Luís Castro, enviado da RTP, em directo de Angola. No Cheiro a Pólvora.

P.S. a 5 de Setembro: MAS NADA CONTOU. Que beatitude comovente as reportagens do Luís Castro! As reportagens e os apontamentos no blogue!

A Cartografia Africana e os Portugueses – X

•Agosto 21, 2008 • Comments Off

Imagem: do Atlas atribuído ao cartógrafo Fernão Vaz Dourado, 1520-1580, c. 1576, Sétima carta: Noroeste africano e Golfo da Guiné

«Maison Tropicale»

•Julho 28, 2008 • Comments Off

Uma das três «Maisons Tropicales», ou «Casas Tropicais», de Jean Prouvé, designer e engenheiro, realizadas na década de 1950 para as colónias francesas da África Ocidental, que depois de desmontada foi trazida para o Ocidente, recuperada e vendida pela Christie’s.
Nas palavras de Ana Cardoso, «[...]A casa foi vendida por cinco milhões de dólares. O projecto modernista de casas pré-fabricadas, para um clima tropical, tinha como objectivo a melhoria da qualidade de vida a uma escala utópica de repetição industrial, nas colónias francesas africanas. Porém, só foram fabricadas três e instaladas duas em Brazzaville, e uma em Niamey, no Níger.»

Ângela Ferreira, que vira a casa em Paris, decidiu trabalhar num projecto assim definido por Jürgen Bock, o curador da exposição portuguesa em Veneza, 2007, no texto do catálogo:

«O projecto Maison Tropicale de Ângela Ferreira reflecte sobre a história colonial e as suas ressonâncias contemporâneas, pós e neocoloniais. Durante a reorganização territorial levada a cabo pelos poderes coloniais em África após a II Guerra Mundial, o Ministério do Ultramar francês teve a oportunidade de promover, na sequência de um concurso, um projecto modernista de produção em massa de habitações esteticamente sofisticadas que permitisse um maior acesso da população a uma arquitectura e design de qualidade, contando para isso com a colaboração do construtor francês Jean Prouvé, que criou um modelo de casas pré­fabricadas em módulos de alumínio. Os projectos de Prouvé nunca alcançaram o sucesso desejado na Europa, mas a possibilidade de instalar um grande número das suas habitações nas colónias africanas, conduziu ao desenvolvimento da sua “Casa Tropical”. Dos milhares de unidades inicialmente previstos, só três protótipos acabaram por sair da oficina do construtor. Em 1949, a primeira Casa Tropical foi enviada por avião para o Níger, sendo instalada na sua capital, Niamey. Duas outras casas foram transportadas para o Congo e instaladas em Brazzaville, em 1951. Com a (re)descoberta da “obra” de Jean Prouvé nos anos 1990, essas casas também suscitaram renovado interesse, tornando­se parte do processo de fetichização a que os objectos do construtor francês foram sujeitos pelo mercado do “design de época”.»

«Avenida Patrice Lumumba»

•Julho 28, 2008 • Comments Off

Guy Tillim apresenta-nos aqui um projecto interessante de inventário: a atribuição do nome de Patrice Lumumba a muitos locais, ruas, avenidas e praças, em memória do nacionalista e malogrado líder africano congolês. E é assim que podemos fazer um périplo fotográfico por países como a República Democrática do Congo, Angola, Madagáscar, Gana e Moçambique.


Imagem: Esquina das avenidas Almeida Ribeiro e Patrice Lumumba, Maputo, Moçambique, 2007

Da Directiva Retorno – III

•Julho 7, 2008 • Comments Off

Imagem: Darío Banegas, Honduras

Da Directiva Retorno aprovada a 18 de Junho passado – II

•Julho 6, 2008 • Comments Off

«The Negro»

•Julho 3, 2008 • Comments Off

Este extraordinário afro-americano, W.E.B. Du Bois, com a idade de 95 anos, tornou-se cidadão do Gana. Entre outras obras, escreveu, em 1915, «O Negro» (aqui acessível na íntegra), e embora ultrapassado em alguns aspectos, continua a ser um fresco interessante da história de África, por exemplo, de civilizações como a do Zimbabué, do Gana e Songhai.

A colonização alemã

•Julho 2, 2008 • Comments Off

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The «Colonial Misunderstanding» ou, em francês, «Le Malentendu Colonial» (2004), um documentário de Jean-Marie Teno – entrevista aqui -, que creio não ter sido exibido em Portugal, é um excelente ponto de partida para um reencontro com a história e os povos africanos. De que forma, tendo partido para espalhar a Boa Nova, os missionários cristãos acompanharam e apoiaram a colonização? Um legado histórico que não é muito abonador.

Encomendado pela Alemanha como um reconhecimento e um pedido de desculpas oficial pelo genocídio do povo Herero na Namíbia, – que teve os primeiros campos de concentração -, em 1904-1907, o realizador camaronês interroga, ainda que através de uma viagem muito pessoal pela história, as relações entre o Ocidente e África.

Um apontamento excelente a ler no Strictly film school.

Imagem: fotograma do filme.

Zimba(b)ué

•Julho 1, 2008 • Comments Off

Tem sido longo e doloroso o percurso desde o império do Monomotapa aos dias de Mugabe, o libertador e o carrasco de Dzimba-bge, o das «casas de pedra», Zimbawe, ou Symbáoé, «córte, porque a todo o lugar onde está Benomotápa chamam assim».

E o que está na ordem do dia tem o seu esteio. Michael Raeburn filmou em 2003 um documentário, Zimbabué, Contagem Regressiva (Zimbabué, da Libertação ao Caos) em que retorna aos acontecimentos iniciados em 2000, com base em depoimentos de seus antigos companheiros de luta, membros da oposição ou fiéis ao actual presidente, dissecando os mecanismos que levaram o país ao seu estado actual. Refazendo o percurso daquele que venceu o britânico Ian Smith ao fim de 15 anos de guerrilha. Um excerto:

Jean Rouch – V

•Junho 27, 2008 • Comments Off

a outra face do espelho – Jean Rouch e o “outro”

l’autre face du miroir – Jean Rouch et l’ “autre”

de Ricardo Costa

Imagem: le renard pâle (caverna de Songo – Mali) fotografia de Jean Rouch
a raposa branca – pintura rupestre

Jean Rouch – IV

•Junho 26, 2008 • Comments Off

Comentário de Rouch, em especial sobre o seu filme “Bataille sur le grand fleuve”:

Jean Rouch – III

•Junho 17, 2008 • Comments Off

1ª parte

2ª parte

3ª parte

4ª parte

Bataille sur le grand fleuve, La Mission Niger 1950-51 de L’Institut Français de l’Afrique Noire

Imagem: Rubens, c. 1615

Bibliografia pessoal – Para uma história de África (XXIII)

•Junho 17, 2008 • Comments Off

ALBERTO DA COSTA E SILVA

A ENXADA E A LANÇA

A África antes dos portugueses

3ª edição revista e ampliada, Nova Fronteira

Sumário
Um poema de Agostinho da Silva em louvor deste livro
Prefácio à 1ª edição
1. A paisagem e o homem
2. A pré-história
3. Querma
4. Napata e Méroe
5. Nok
6. Axum
7. A expansão banta
8. Os reinos cristãos da Núbia
9. Gana
10. Etiópia, a Alta
11. Mali
12. Os litorais do Índico
13. Ao redor do lago Chade
14. A região dos Grandes Lagos
15. Zimbabué
16. Os hauçás
17. Ifé
18. Igbo-Ukwu
19. No alto rio Lualaba
20. No baixo Zaire e nos planaltos de Angola
21. O cavalo e a canoa: os mossis e os songais
22. Benim
23. Os reinos do Iorubo
24. O reino cristão da Etiópia
25. 1500
Posfácio à 2ª edição
Posfácio à 3ª edição
Notas
Bibliografia
Índice remissivo
Lista de mapas e ilustrações

NÃO À DIRECTIVA RETORNO

•Junho 16, 2008 • Comments Off

«O Conselho da União Europeia aprovou, no passado dia 5 de Junho, o texto de compromisso relativo à directiva que estabelece “Normas e procedimentos comuns nos Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular”, a chamada Directiva Retorno, cujo conteúdo pode conhecer aqui.
O texto vai ser submetido a votação pelo Parlamento Europeu, no próximo dia 18 de Junho de 2008, e associo-me ao apelo das mais diversas organizações de defesa dos direitos humanos, organizações laicas, organizações católicas, associações de imigrantes que pedem aos parlamentares europeus que votem contra o texto da referida directiva. [...]» in Inclusão e Cidadania, de José Leitão, onde pode ler-se o restante texto, e a que me associo no protesto.

CPLP/Senegal

•Junho 15, 2008 • Comments Off

Representações ou Alegorias da África (XX)

•Junho 13, 2008 • Comments Off

Imagem: cartaz aliciando ao alistamento na Marinha de França

O começo do fim dos impérios coloniais

•Junho 13, 2008 • Comments Off


As colónias francesas contribuíram com 587 000 soldados para o esforço de guerra. Cerca de 520 000 combateram em solo europeu.

Imagem: soldados senegaleses na I Guerra Mundial, em Saint-Ulrich, França, Junho de 1917

Jean Rouch – II

•Junho 10, 2008 • Comments Off

Yougo Dogouru, Jean Rouch

Présence africaine, a Revista

•Junho 6, 2008 • Comments Off


Présence africaine, n° 1, Novembro/Dezembro de 1947

«Donc, à l’égard du peuple noir, trois périodes, trois attitudes; et nous sommes à la dernière. D’abord, l’exploitation; puis la condescendante pitié; puis enfin cette compréhension qui fait qu’on ne cherche plus seulement à le secourir, à l’élever et, progressivement, à l’instruire; mais aussi bien à se laisser instruire par lui. On découvrit qu’il aurait, lui aussi, quelquer chose à nous dire, mais que, pour qu’il nous parle, il importe d’abord de consentir à l’écouter.» (André Gide, Avant-propos au premier numéro de Présence africaine, p. 4).

Fundada por Alioune Diop e L. Senghor em 1947, tendo completado, portanto, em 2007, 60 anos, pode ouvir-se em Canal Académie uma entrevista com o seu actual director, Romuald Fonkoua, conduzida por François-Pierre Nizery, sobre a sua história e o papel que ela pode ainda hoje desempenhar, obrigando a Europa a olhar para o continente africano com outro olhar.

Jean Rouch – I

•Junho 6, 2008 • Comments Off

Les Maitres Fous, 1955, Gana

I Parte

II Parte

III Parte

Imigração e Estado

•Junho 3, 2008 • Comments Off

A história das políticas francesas de imigração, in Histoire@Politique, par Angéline Escafré-Dublet

Identidade e Ressentimento

•Maio 30, 2008 • Comments Off

Qualquer verdade, por mais cara e vergonhosa que seja, sai mais barata que uma mentira a emperrar o sistema.

Vem isto a propósito da onda de indignação que avassalou toda a comunicação social sobre os «cafres» sul-africanos que até contra os seus irmãos de raça se levantam, sintoma da pouca atenção dada àquilo que se passa ao seu próprio redor, quanto mais à distante África, fui reler Kiran Desai, vencedora do Booker Prize com o romance The Inheritance of Loss.


Em Setembro de 2007, na altura do lançamento do livro em Espanha, Kiran Desai dava uma entrevista ao El Pais que vale a pena ler: «La rabia que genera la inmigración estalla en todas partes».

Karen Blixen/Meryl Streep/Robert Redford…

•Maio 28, 2008 • Comments Off

… and Sidney Pollack, 1934-2008

To An Athlete Dying Young

THE time you won your town the race
We chaired you through the market-place;
Man and boy stood cheering by,
And home we brought you shoulder-high.

To-day, the road all runners come,
Shoulder-high we bring you home,
And set you at your threshold down,
Townsman of a stiller town.

Smart lad, to slip betimes away
From fields where glory does not stay,
And early though the laurel grows
It withers quicker than the rose.

Eyes the shady night has shut
Cannot see the record cut,
And silence sounds no worse than cheers
After earth has stopped the ears:

Now you will not swell the rout
Of lads that wore their honours out,
Runners whom renown outran
And the name died before the man.

So set, before its echoes fade,
The fleet foot on the sill of shade,
And hold to the low lintel up
The still-defended challenge-cup.

And round that early-laurelled head
Will flock to gaze the strengthless dead,
And find unwithered on its curls
The garland briefer than a girl’s.

A. E. Housman

PARIS DE MES EXILS

•Maio 18, 2008 • Comments Off

Projection du film, PARIS DE MES EXILS, le 21 mai 2008 à 19h45 à la SCAM, 5 avenue Vélasquez, 75008

PARIS DE MES EXILS

2008, 45mn, vidéo, de RINA SHERMAN (merci, Rina!)

Dans ce film, j’explore ce que j’ai vu en revenant à Paris d’un séjour de sept années avec les Ovahimba de Namibie.

A l’étonnement et au désarroi d’un tel retour, s’est rajoutée la disparition de trois grands amis, Jean Rouch, mentor et copain, Didier Contant, grand reporter et âme s¦ur, le Chef d’Etanga, père de ma vie.

Je renoue avec Paris, la ville où je me suis exilée de mon Afrique du Sud natal en 1984, en revisitant mes coins familiers d’autrefois, dont des moments passés avec l’ami Jean, tout en découvrant des endroits jusqu’alors inconnus.

Cette période fut également marquée par le nécessaire rétablissement de l’honneur et de la dignité du journaliste Didier Contant, mort lors de sa dernière enquête sur l’assassinat des Moines de Tibhirine. Je montre l’évolution lente et difficile de ce processus qui m’a amené à publier un livre, « Le huitième mort de Tibhirine », puis à me rendre en Afrique du Nord – à Alger et au Monastère de Tibhirine – pour la première fois.

Ce fut un temps où retour et deuil se sont inextricablement mélangés, un temps où je pensais constamment à mes amis Ovahimba, que je voyais chaque jour évoluer sur l’écran pendant que je montais des films sur mon séjour chez eux.

Entre des périodes de tournage à Paris, je me déplaçais à Alger, Cape Town, Etanga (Namibie) où je filmais, et, la grande boucle de l’exil, commencé en 1984, s’est finalement clos un matin en surplombant la baie d’Alger, d’où je m’imaginais un axe reliant Paris, Cape Town et l’Afrique du Nord.

Aimé Césaire – 1913-2008

•Maio 13, 2008 • Comments Off

Et elle est debout la négraille
la négraille assise
debout dans la cale
debout dans les cabines
debout sur le pont
debout dans le vent
debout sous le soleil
debout dans le sang
debout et libre
debout non point folle dans sa liberté et son dénuement
maritimes girant à la dérive parfaite et la voici :
plus inattendument debout
debout dans les cordages
debout à la barre
debout à la boussole
debout à la carte
debout sous les étoiles
debout et libre
et le navire va s’avancer impavide sur les eaux
écroulées. (Le Cahier 61-62)

«On ne naît pas Noir, on le devient.»

Jill Dias – 1944-2008

•Maio 2, 2008 • Comments Off

Uma investigadora e uma referência incontroversível da história de África e de Angola nos séculos XVIII e XIX. Com uma vasta obra, de que pode ler-se, em termos mais acessíveis, em O Império Africano,

coord. de Valentim Alexandre, «Relações portuguesas com as sociedades africanas em Angola no século XIX».

Outra referência fundamental, menos acessível, foi a Revista Internacional de Estudos Africanos, que criou.  África e Angola estão mais pobres. Permanece a sua obra.

Mercados – V

•Abril 28, 2008 • Comments Off

Imagem: Mercado de S. Tomé e Príncipe, 2007, de James Roberto Silva, a quem agradeço encarecidamente

Subsídios para uma história de Angola – XVI

•Março 16, 2008 • Comments Off

A ler, no blogue da Associação Portuguesa de Photographia:

Primeiros fotógrafos em Luanda

babolla-princesa-da-huila.jpg

Imagem: SANTA BARBARA, António Joaquim de, ca 1838-1864
Babolla princeza da Huilla [Visual gráfico / retratado do vivo pelo Doutor Clemente Bizarro ; S tª Barbara lith.. - [Lisboa? : s.n., 1845] (Lx.ª : : Lith. de M.L. da C. tª). – 1 gravura : litografia (Biblioteca Nacional)

Subsídios para uma história de Angola – XV

•Março 7, 2008 • Comments Off

II – In memoriam

Excertos da entrevista de Joaquim Pinto de Andrade para Angola: Depoimentos para a História Recente

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«[...] – Naquela altura, qual era o relacionamento entre os padres angolanos e portugueses?
- Era um relacionamento um tanto tenso, bastante tenso com alguns deles; com outros era mais ou menos calmo, mas com alguns era bastante tenso, porque havia padres com atitudes mesmo racistas, com atitudes colonialistas muito fortes e com os quais nós não nos podíamos dar. [...] Eu achava que, por um lado, devia manter a minha fé cristã, que mantenho ainda hoje, e em nome dela continuar a lutar pela liberdade do meu país e do meu povo. Na carta que escrevi ao Papa, eu, precisamente, dizia isso: que não estava de acordo com atitudes da Igreja no seu conjunto, embora o meu próprio bispo fosse uma pessoa admirável nesse ponto; que o Vaticano – eu disse isto ao próprio Papa, em carta que eu escrevi ao Papa Paulo VI – o próprio Vaticano tinha uma atitude dúbia [...] por exemplo, abençoava e apoiava a independência dos povos africanos [...] mas quando se falava da independência de Angola, não havia uma única palavra de apoio à independência de Angola.
- Porquê essa atitude do Papa?
- Sabe que tem uma razão histórica. Portugal foi, por assim dizer, nação pioneira na evangelização, pelo menos ao sul do Sara [...] Portugal tinha um título de nação fidelíssima [...] a certa altura da História, houve um convénio entre Portugal e a Santa Sé, que é o famoso Padroado Português, especialmente para o Oriente, quer dizer, as terras registadas pelos portugueses tinham um regime jurídico-católico diferente. [...] Quando vem a República, repudia o tal padroado português [...] mas quando o Salazar sobe ao poder, restabelece, outra vez, certos gestos do padroado, faz-se então o acordo missionário, segundo o qual Portugal continuava, mesmo depois de eliminado o padroado português, continuava com certas prerrogativas nas missões dos seus territórios coloniais. Assim, por exemplo, o Papa não tinha o direito de nomear à sua vontade um bispo para as dioceses dos territórios ocupados colonialmente pelos portugueses. Portugal tinha direito a apresentar três candidatos, entre os quais o Papa escolhia um. Claro está, assim, nunca mais haveria um bispo negro, um bispo africano [...]. pp. 85-86.

Imagem: Sé de Luanda, Angola

Subsídios para uma história de Angola – XV

•Fevereiro 28, 2008 • Comments Off

I – In memoriam

Excertos da entrevista de Joaquim Pinto de Andrade para Angola: Depoimentos para a História Recente

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« – Então, o senhor doutor acredita que a Igreja também é uma das grandes culpadas da colonização?» [Como se sabe, Joaquim Pinto de Andrade foi padre até 1970, altura em que pediu a sua redução ao estado laico, estava ele preso na cadeia de Peniche após um período de 14 anos ora preso ora com residência vigiada.]
«- A colonização não tem só aspectos negativos. Há que reconhecer que também tem aspectos positivos. Não que a colonização em si fosse um bem tal qual ele existiu historicamente, mas teve os seus efeitos também benéficos: esta língua que nos une, por exemplo, veio-nos da colonização.
- Está a aceitar que a Igreja também foi uma das grandes culpadas da colonização?
- Com certeza que foi. A Igreja como qualquer obra humana tem as suas luzes e as suas sombras em determinadas épocas [...] E quanto à escravatura, em princípio, não há no Evangelho nada que justifique a escravatura [...] Mas também devemos reconhecer que houve padres, que houve bispos que se opuseram à escravatura. [...] figuras como o padre Anchieta no Brasil, o padre António Vieira, que, por sinal, era descendente de uma escrava africana de Angola. [...] Mas, de um modo geral, temos que aceitar que a colonização aqui, e nos seus aspectos negativos, dum modo geral, foi seguida quase pacificamente pela Igreja.
- Gostava que o doutor falasse dessas duas alas dentro da Igreja, principalmente aqui em Angola. Como é que era o relacionamento entre os bispos e padres que eram favoráveis ao colonialismo e aqueles que eram favoráveis à independência de Angola?
- [...] É interessante dizer aqui uma coisa que eu disse na PIDE, quando fui preso. [...] dizia, em suma, isto: a independência está para um país, como a liberdade para o indivíduo; eu entendo que tirar a liberdade a um indivíduo é anti-humano e antievangélico [...] por conseguinte, eu, mesmo em nome do Evangelho, devia lutar pela libertação do meu país. Citava, inclusive, textos de Papas, Pio XII, João XXIII [...]
Havia já em mim um grande conflito com muitos dos meus pares [...] Não com o bispo com quem eu trabalhava [...] eu era chanceler da diocese, era o braço direito do bispo de então, o Monsenhor D. Moisés Alves de Pinho, é curioso que este homem que era português tinha uma visão verdadeiramente profética da História e tinha uma visão humana e cristã muito grande. Este homem sabia das minhas opções pela independência, sabia das minhas reuniões clandestinas com independentistas, com patriotas angolanos, e ele só me dizia: tem cuidado, não te exponhas demasiado, porque a PIDE está aí atenta. [...] Está a ver, um bispo português colaborava comigo [...]» pp. 84-85

(continua)

Imagem: Luanda, Azulejos da Fortaleza

Duas Perdas no Nacionalismo Angolano

•Fevereiro 26, 2008 • Comments Off

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Depois do trespasse, em Novembro de 2007, de Fernando Castro Paiva, faleceram no passado dia 23 de Fevereiro mais duas grandes personalidades do nacionalismo angolano, Joaquim Pinto de Andrade e Gentil Ferreira Viana. Conhecidos e reconhecidos pela sua grande cultura, o seu empenho político e humano por uma Angola plural, foram dois dos protagonistas do movimento Revolta Activa, consubstanciado no apelo de 19 intelectuais lançado em Brazzaville a 11 de Maio de 1974, chamado documento dos «Dezanove». Perderam-se dois vultos da grande «comunidade de homens da mesma fala», no dizer de Gentil Viana.

Imagem: os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade no Seminário de Luanda, 1940

Ambiances du Sahara – Desert Blues 1

•Fevereiro 18, 2008 • Comments Off

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Da Núbia, Sudão, Hamza el Din

Hamza el Din plays the tar realmedia
Hamza el Din plays the Ud realmedia

Ogros

•Fevereiro 11, 2008 • Comments Off

Viagem ao mundo fantástico dos ogros angolanos

(transcrevo c/a devida vénia)

Américo Correia de Oliveira*

“Criadores de chefias, assimiladores de culturas, formadores de exércitos com jovens de outras populações que iam integrando na sua caminhada, parecem apenas uma ideia errante, cazumbi [espírito] antecipado da nacionalidade.” (Pepetela[1])

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Em boa hora, Mário Tendinha decidiu recriar pictoricamente[2] o mundo dos ogros (monstros predominantemente antropófagos) da tradição oral angolana. Fê-lo, numa primeira fase, com algumas telas, nunca expostas. Agora, vai realizar uma obra, em grande, para ser exposta na sua terra natal (Namibe) e em Luanda. Concedeu-nos a honra, − mas sobretudo às imensas e ricas estórias angolanas de ogros − de, a partir da nossa recolha[3], recriar esteticamente o universo fantástico dos ogros angolanos.

Pediu-nos um pequeno texto explicativo. Ei-lo:

Iniciar uma viagem ao mundo dos ogros, referenciados nas narrativas tradicionais angolanas, é realizar um percurso iniciático, porque propiciador de um mergulho nas profundezas da “mãe-terra” (a grande ogra), útero originário, de um “regresso às origens”, à “caverna da grande máscara do primeiro antepassado”. Comportando o risco de uma desintegração no caos primevo, é, porém, condição imprescindível para o renascimento cultural, porque constitui lugar único de confrontação/superação de fantasmas, individuais e colectivos, factores do crescimento e maturação.

A sugestiva riqueza desta temática, suscitando lembranças do nosso primeiro imaginário (do “homem do saco”, papão português, cu(o)ca/papa-gente brasileira; do “di/makishi” angolano aos ogros de todo o mundo), não deixa de representar uma matéria complexa, mas permanentemente lúdica, jocosa e educativa: – “Provavelmente, o homem só produz monstros por uma única razão: poder pensar a sua própria humanidade.”[4]
O ogro, assumindo designações diversas, perpetua-se como personagem em que se continua a investir, no domínio da tradição oral, da escrita e dos multimédia[5], talvez, porque, no plano simbólico, continue a assegurar um “jogo opositivo” entre o idêntico e o diferente, o eu/nós e o outro(s), uma eterna “viagem” iniciática: o ser humano para encontrar/manter a sua identidade necessita de outrar-se (devoramento), num permanente “vai e vem”, de faz-de-conta, entre o saudoso “útero materno” (a mesmidade) e a infernal “bocarra ogresca” (a alteridade).

Será possível, de modo sucinto, delinear o figurino do ogro angolano?

É “alma do outro mundo” para os Cabindas, kúiu (fantasma) para os Bakongo, tshingandangari (fantasma-caçador) para os Tucokwe, “kisi” (monstro antropófago) para os Ambundu, Ovangangela, Ovanyaneka, Ovimbundu, Ovahelelo e Ambo.

O ogro é pai e tirano, mãe e madrasta, feiticeiro e curandeiro, guardião de locais sagrados e “fiscal” nas encruzilhadas, fautor de miséria/morte e fonte de riqueza/vida… é kazumbi, espírito dos antepassados, que se metamorfoseia em pessoa, animal, ou outra coisa qualquer, porque senhor da vida e da morte, liberto da efemeridade terrena…

Viaja pelas florestas do Norte, atravessa todo o Litoral (sub)urbano, para regressar às chanas do Leste, percorrer o planalto Central e o desértico Sul… é rei do fundo dos lagos, senhor dos rios e dos mares…

… e não dizem que é kianda -sereia do Mussulo, fazendo amor entre os rios (se o Kwanza nos contasse!) e o Oceano, acalentando no seu colo a bela Luanda?

O ogro é, de facto, cazumbi condenado a viver longe e perto dos seus, com o amor e o ódio de que só os “génios” são capazes.

Ninguém lhe consegue fugir, porque seduz na proporção da sua fatalidade.

E o destino pertence, algures, a(os) deus(es), em Angola, aos antepassados…

Estaríamos, de novo, de volta à matriz, ao antepassado, ao sagrado, de multíplices hierofanias. Neste nó, convergiriam os vectores semânticos dos étimos kixi[6] e monstro[7]: o ogro como ser lúdico (espectáculo só para “viajantes”) e iniciático (itinerário de aprendizagem), enfim a desmesura da nossa perdição e a medida da nossa contenção, fronteira de todos os excessos e de todos os constrangimentos.

Como os filósofos gregos, para quem a viagem era a procura da sabedoria[8], o povo angolano, gerador de ogros de todas as espécies, atravessou florestas, savanas e desertos, cruzou rios, lagos e oceanos, misturou, com amor e raiva, o seu sangue com o de povos tão diferentes e aprendeu, no seu deambular contínuo: – que há monstros bons e maus, dentro e fora de si; que tem de exterminar uns e conservar outros; e que o monstro presente só se vence com auxílio do monstro, passado e futuro…

[1] Pepetela, “Entrevista”, in Jornal de Letras, 1990.10.02, p. 7.

[2] Veja-se o texto dramático, elaborado a partir duma narrativa tradicional angolana, de J. Mena Abrantes, Mandyala ou a tirania dos monstros, (Luanda, UEA, 1992), tendo como tema um herói (“Ndala”), defrontador de ogros.

[3] Oliveira, Américo, Do imaginário africano. Os ogros na tradição oral angolana, Leiria, Magno, 2001.

[4] Gil, José, Monstros, Quetzal Editora, Lisboa, (1994:56).

[5] Veja-se o êxito das várias versões do filme Shreck (Shrek. EUA, 2001).

[6] Uma das definições mais elucidativas do lexema cixi é-nos dada em Língua Cokwe: “Cixi: (mu-; a-) ou (mu-; mi-) 1. Dançarino mascarado. (Designação genérica. Antigamente era considerado a encarnação de um espírito [...])”. (Barbosa, Adriano, C., Dicionário de Cokwe-Português, Universidade de Coimbra, Coimbra, 1989, p. 43.

[7] “Monstrum, i, n. termo do vocabulário religioso, prodígio que revela a vontade dos deuses; por conseguinte, objecto ou ser de carácter sobrenatural.” (Ernout, A. & A. Meillet, Dictionnaire Étymologique de La Langue Latine. Histoire des Mots, Klincksieck, Paris, 1939, p. 62

[8] “A tartaruga [...] jogou a cabaça da sabedoria no chão, perto do tronco da árvore, fazendo-a em pedaços. Depois disso a sabedoria do mundo espalhou-se por toda a parte em pequenos bocados, e todos podem encontrar um pouco dela desde que a procurem com muita diligência”. (In “A Tartaruga e a Sabedoria do Mundo” (Nigéria), apud Carey, M., Contos e Lendas da África, S. Paulo, 1981, p. 44).

* Professor no ISCED-Lubango/Universidade Agostinho Neto/Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões.

…dos Ogros…do Fantástico…/ … Ogre’s…Fantastic’s… Gallery

Contemporary Artwork by Mario Tendinha

•Fevereiro 3, 2008 • Comments Off

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Imagem: Grace Ndiritu, Still Life: Lying Down Textiles, 2005 – 2007

Bibliografia pessoal – Para uma história de África (XXII)

•Fevereiro 3, 2008 • Comments Off

1 – M’Bokolo, Elikia, África Negra, História e Civilizações, tomo II, Edições Colibri, 2ª ed., Lisboa, 2007, trad. Manuel Resende [do séc. XIX aos nossos dias];

2 – Barros, João de, Décadas I a IV, Régia Officina Typografica, 1777-1788, nova edição, Lisboa, (PDF).

Subsídios para uma história de Angola – XIV

•Fevereiro 3, 2008 • Comments Off

1 – Pélissier, René, História das Campanhas de Angola, Resistências e Revoltas, 1845-1941, 2 volumes, Editorial Estampa, 2ª ed., 1997, trad. de Manuel Ruas:

2 – Cadornega, António de Oliveira, História Geral das Guerras Angolanas, 1680, anot. e corr. de José Matias Delgado, 3 vol., Agência-Geral do Ultramar, Lisboa, 1972, rep. fac-similada da edição de 1940;

3 – Torres, Adelino, Angola: Conflitos Políticos e Sistema Social (1928-30) (PDF);

4 – Sculpture Angolaise, Mémorial de Cultures, Catálogo da Exposição realizada no Museu Nacional de Etnologia, Lisboa, Março/Junho de 1994: 1ª parte; 2ª parte.

Literatura Colonial Portuguesa

•Janeiro 28, 2008 • Comments Off

Em construção no Blog da Rua Nove.

P.S.:

2 – E reaberto agora em Blog da Rua Onze.

1 – Blogue, entretanto, infelizmente encerrado.

Bibliografia pessoal – Para uma história de África (XXI)

•Dezembro 20, 2007 • Comments Off

1 – Memória de cinco séculos da presença de Portugal no Mundo, vídeo de Maria Luisa Abrantes, José Sintra Martinheira e Miguel Infante, realização de Elisa Antunes e produção da Universidade Aberta e Arquivo Histórico Ultramarino

2 – Iconoteca, vários

3 – Cartoteca, vários

4 – Vídeos (com guião em PDF) da Missão Antropológica de Angola

5 – Andrade, Elisa, Cabo Verde: Do Seu Achamento à Independência Nacional – Breve Resenha Histórica

Subsídios para uma história de Angola – XIII

•Dezembro 20, 2007 • Comments Off

1 – Castelo, Cláudia, Passagens para África: o povoamento de Angola e Moçambique com naturais da metrópole (1920-1974) [vide recensão crítica de Omar Ribeiro Thomaz em Análise Social, Vol. XLIII (1.º), 2008 (n.º 186), pp. 183-190 PDF]; e O modo português de estar no mundo : o luso-tropicalismo e a ideologia colonial portuguesa (1933-1961)

2 – Pimenta, Fernando, Ideologia Nacional dos Brancos Angolanos (1900-1975) [PDF]

3 – Pélissier, René, História das campanhas de Angola: resistência e revolta (1845-1941), 2 vol.

4 – Rodrigues, Luís Nuno, About-Face: The United States and Portuguese Colonialism in 1961, e-JPH, Vol. 2, number 1, 2004

5 – Labode, Modupe, “A Native Knowa A Native”: African American Missionaries’ Writings about Angola, 1919-1940, The North Star, Vol. 4, number 1, 2000

Bibliografia pessoal – Para uma história de África (XX)

•Dezembro 20, 2007 • Comments Off

Representações ou Alegorias da África (XX)

•Dezembro 2, 2007 • Comments Off

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Imagem: Charles Le Brun, L’Afrique, séc. XVII

A série documental da RTP: «A Guerra»

•Novembro 28, 2007 • Comments Off

1º ep.

2º ep.

«La Croisière Noire» – IV

•Novembro 26, 2007 • Comments Off

O percurso:

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«La Croisière Noire» – III

•Novembro 23, 2007 • Comments Off

Na viagem participou, entre outros, o artista Alexandre Iacovlef (1887-1938), pintor russo que imigrara para Paris depois de uma longa estada na China, com a incumbência de «fixar através do desenho, os usos e costumes indígenas em vias de desaparecimento.» Tal como os grandes desenhadores que acompanhavam as expedições no séc. XIX, Iacovlef torna-se assim, ao mesmo tempo, artista, etnólogo e antropólogo.

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A 1 de Outubro de 1926, é inaugurada no Louvre a «Exposition de la Croisière Noire», onde são apresentadas cerca de 700 peças, entre objectos de uso corrente ou de culto, troféus cinegéticos, etc.

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Imagens: cavaleiros Djerma; rapariga Bornou (Fort Lamy); Gadem, caçador de elefantes (Birao); e antílope hipotrago (Am Dafok)